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SHANTALA

 

     

É uma massagem milenar do sul da Índia que é passada oralmente de mãe para filha. Lá são só as mulheres que fazem a massagem nos bebês, por uma razão exclusivamente cultural. O mundo ocidental teve a oportunidade de conhecê-la através do médico francês Frédérick Leboyer que numa de suas viagens à Índia conheceu a Shantala, que ensinou-lhe a técnica e se deixou fotografar. Leboyer fez um lindo e poético livro, que lançou em 1976, todo ilustrado com detalhes fazendo toda a seqüência da Shantala. Em 1978 introduzi essa massagem no Brasil.

A quem se destina
Destina-se a recém-nascidos a partir de 1 mês de idade aproximadamente, sendo que não há limites para começar e continuar. Portanto, pode-se fazer em crianças maiores também, fazendo-se adaptações da técnica. Trabalha especialmente a relação mãe/bebê (que também pode ser pai/bebê), relaxando a criança, eliminando tensões, bloqueios, aliviando cólicas. insônias, enfim equilibra todo o Sistema Nervoso, Energético e Emocional. Trás segurança e auto-estima, a criança se sente amada. Pode e deve ser usada como prevenção de neuroses e doenças e aumenta o Sistema Imunológico. Dirigido a todas as crianças com desenvolvimento no padrão normal, para aprimorar a relação com os pais. E também, pode ser aplicado adequadamente em bebês que tenham tido traumas de nascimento, com carência afetiva, com problemas neurológicos e até nos casos de diversos comprometimentos, sendo que nesses casos a aplicação da massagem deve ser individualizada, isto é, adequada a cada situação e complementar a outros recursos terapêuticos.

Princípios Gerais
Essa técnica de massagem tem fundamentos no Yoga e na Medicina Ayurvédica (medicina tradicional da Índia). Os Chackras e os nadis dão a direção e seqüência dos movimentos. Há um ganho importante no toque, no carinho, no amor, na relação mãe/bebê, mas, não se pode esquecer que outra parte importante é a maneira correta de aplicá-la para que todos os benefícios sejam alcançados. A direção dos movimentos, a seqüência e a concentração fazem parte constante dessa prática, assim como, a conversa não-verbal, o olhar, o olho no olho irá desenvolver outro tipo de relação mãe/filho. Ao fazer a massagem, que abrange grande parte do corpo, estaremos massageando também, num nível mais sutil os canais de energia. Faço analogia com os meridianos da acupuntura, pois estaremos também trabalhando toda a musculatura, o sistema nervoso, as articulações proporcionando desbloqueios energéticos e físicos, alongando, enfim produzindo um equilíbrio em todos os níveis.

A Shantala deve ser feita num ambiente calmo, silencioso ou com uma música bem tranqüila (de preferência sempre a mesma), instrumental ou "new-age". Assim como é importante a ambientação, também a preparação do bebê e da mãe, ou de quem vai aplicar a massagem.

O bebê não deve estar de estômago cheio, nem vazio, não ter a sensação de frio ou excesso de calor. Deve estar predisposto e participativo. É uma troca energética. De forma alguma deve ser imposta. É uma massagem prazeirosa e ele vai descobrir isso e passar a gostar esperando a cada dia por ela. É importante que seja diária, podendo ser feita até duas vezes ao dia, sempre diurna, sem quebrar o ritmo do bebê, muito pelo contrário, auxiliando-o no ajuste deste ritmo, proporcionando uma auto-regulação. A melhor hora é aquela em que o bebê está de acordo com estas pré-condições e não a hora imposta pelo adulto. O adulto que vai aplicar a massagem também deve se preparar já que a criança é muito receptiva e é necessário que o adulto esteja bem disposto, relaxado, procurando se abstrair de todos os problemas, ansiedades, para que não passe isso pelo seu contato com o bebê. Sugerimos que faça alguma prática de yoga, meditação, relaxamento, etc. Para que evite qualquer energia indesejável. Um bom banho antes também é interessante. Para que a massagem seja muito mais prazerosa ela é feita com um óleo vegetal. Na Índia é tradição o óleo de côco no verão e de mostarda no inverno. Aqui adaptamos no inverno o óleo de amêndoas, que preserva mais o calor na pele. O importante é que o óleo seja vegetal e não mineral e esteja pré-aquecido (levemente). O óleo vai ser um ótimo condutor dos movimentos, evitando atritos na sensível pele do bebê. O óleo deve ser totalmente puro e natural, isto é, sem químicas ou perfumes. A criança vai absorve-lo pelos poros e também possivelmente levará as mãos a boca.

No final da sequência dos movimentos, complementando, temos exercícios que sã mais semelhantes ainda ao hatha-yoga, trabalhando a respiração, circulação sangüínea e as articulações, proporcionando perfeitos alongamentos que o bebê vai adorar. São mais dinâmicos.

Complementando tudo temos um banho, mais veja bem, não é um simples banho, muito menos um banho de higiene e sim um banho que vai trazer relaxamento a áreas difíceis, onde as mãos não puderam ter acesso. O elemento água é por si só um elemento purificador. Ao submergir o bebê numa água morna completaremos o relaxamento e daremos prazer a esse banho, deixando-o simplesmente submerso o tempo que ele desejar, trazendo a sensação da vida intra-uterina. A água atuará onde não conseguimos penetrar com as mãos. E o bebê vai relaxar mais ainda, podendo depois dormir horas a fio. É perfeitamente esperado este resultado.

A criança que é massageada se sentirá amada e, portanto, vai ficar mais segura. Aliviará tenções localizadas, relaxará muito e conseqüentemente dormirá melhor, aliviará cólicas ou prevenirá para não tê-las. Terá um desenvolvimento psicomotor muito melhor, enfim, será uma criança calma, tranqüila, ao mesmo tempo ativa e inteligente. Principalmente as crianças com traumas de vida intra-uterina e nascimento e com carências diversas, são as que mais necessitam deste toque mágico.

O poder das mãos é incontestável, o tato, dissolvendo todas as tensões, o calor humano. Por isso é importante que a massagem seja feita com o bebê sobre o corpo de quem a faz, sobre as pernas para que ele se sinta protegido dentro do corpo áurico da mãe. Teremos assim, futuros adultos mais equilibrados, mais harmonizados com o mundo e consigo mesmo.